Silêncio.
A visão tornou-se sua melhor amiga,
Sua mente a maior cúmplice que a primavera há de ver.
O olhar era o ponto final, o ouvir uma eterna reticência.
Mas isso bastava.
A moça de pele em ardor e olhar de lampejo
Era o travessão para iniciar a fala
De uma história em construção contada no sigilo.
A boca calada permitia que os olhos falassem por ti.
As mãos inquietas queimavam na pele de pêlos eretos.
Era a mais bela prosa entre os seres.
Que seja assim, calado, em reticência.
Que seja assim, olhado, sem interferência.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
domingo, 28 de setembro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
domingo, 14 de setembro de 2014
Nós de cetim
Acordo entre a escuridão
Procurando por socorro
Perco-me e entro no coro
Entre lágrimas de sertão.
Mãos vagas sufocam a mente
Insultam como delinquentes
Prefiro esperar a sanidade
Antes que isso vire verdade.
Não acordei em nós de cetim
Pensei que seria clemência
O que agora sufoca em mim
É a falta da minha essência.
Procurando por socorro
Perco-me e entro no coro
Entre lágrimas de sertão.
Mãos vagas sufocam a mente
Insultam como delinquentes
Prefiro esperar a sanidade
Antes que isso vire verdade.
Não acordei em nós de cetim
Pensei que seria clemência
O que agora sufoca em mim
É a falta da minha essência.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
O penhasco e a queda
Tu és o penhasco híbrido e angustiante
Que despenquei em queda livre;
Não abri o paraquedas para vivenciar
E apreciar cada instante - mesmo que em borro -
Os papéis que encenamos magistralmente,
Mas que nunca protagonizei deveras.
O que me corrói além do vento,
Que corta e me desfia o cenho,
É notar que o baque maior não aconteceu
Quando me espatifei ao chão.
Que despenquei em queda livre;
Não abri o paraquedas para vivenciar
E apreciar cada instante - mesmo que em borro -
Os papéis que encenamos magistralmente,
Mas que nunca protagonizei deveras.
O que me corrói além do vento,
Que corta e me desfia o cenho,
É notar que o baque maior não aconteceu
Quando me espatifei ao chão.
domingo, 7 de setembro de 2014
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