quinta-feira, 25 de setembro de 2014

domingo, 14 de setembro de 2014

Nós de cetim

Acordo entre a escuridão
Procurando por socorro
Perco-me e entro no coro
Entre lágrimas de sertão.

Mãos vagas sufocam a mente
Insultam como delinquentes
Prefiro esperar a sanidade
Antes que isso vire verdade.

Não acordei em nós de cetim
Pensei que seria clemência
O que agora sufoca em mim
É a falta da minha essência.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O penhasco e a queda

Tu és o penhasco híbrido e angustiante
Que despenquei em queda livre;
Não abri o paraquedas para vivenciar
E apreciar cada instante - mesmo que em borro -
Os papéis que encenamos magistralmente,
Mas que nunca protagonizei deveras.
O que me corrói além do vento,
Que corta e me desfia o cenho,
É notar que o baque maior não aconteceu
Quando me espatifei ao chão.

domingo, 7 de setembro de 2014

Capitu

Capitu,
Teus olhos não passam
De uma ressaca
Que me embriaga
Sempre que bebo
O teu olhar.