Afoguei nossas amarguras
Em doses de Amarula
Para não me lembrar de ti
Pelo resto da madrugada
Mas não notei o amanhecer
Avisando-me pela janela
Que esta eterna saideira
Nunca me fez te esquecer.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
Três minutos
Nosso romance
Não passa de um
Macarrão instantâneo
Que fica pronto
Em três minutos
Mas que
Desaparece do prato
Em três segundos.
Não passa de um
Macarrão instantâneo
Que fica pronto
Em três minutos
Mas que
Desaparece do prato
Em três segundos.
sábado, 26 de julho de 2014
Embarque 267
Vesti meu melhor aconchego
Por tremer diante de teu descaso
Pedi por vezes que fechasse a porta
Ao sentir teu gelo em minh'alma
Mas nesta manhã te criei em redoma
Para embarcar na próxima estação
Que reste apenas desta história
O inverno e um perdão.
Por tremer diante de teu descaso
Pedi por vezes que fechasse a porta
Ao sentir teu gelo em minh'alma
Mas nesta manhã te criei em redoma
Para embarcar na próxima estação
Que reste apenas desta história
O inverno e um perdão.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Pra não dizer que não falei das dores
Fiz-te em versos
Por temor em te esquecer
No clarão da aurora
Que cala meus devaneios
Para te fazer (versi)ficar
Nas estrofes do meu peito.
Por temor em te esquecer
No clarão da aurora
Que cala meus devaneios
Para te fazer (versi)ficar
Nas estrofes do meu peito.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
A ilha
Tu foste a onda que,
Quando castelo,
Derrubou-me.
O café mais amargo que,
Quando doce,
Já provei.
O pôr do sol que,
Quando esplêndido,
Foi tempestade.
A história que,
Quando breve,
Não li.
Quando castelo,
Derrubou-me.
O café mais amargo que,
Quando doce,
Já provei.
O pôr do sol que,
Quando esplêndido,
Foi tempestade.
A história que,
Quando breve,
Não li.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Amparo
Procurei na Avenida Saudade
Por onde anda Amparo
O maldito que roubou meu coração
Na Estação Desejo
Por onde passa a condução Aperto
Com parada na Avenida Saudade
A que me lembra Amparo
O maldito que roubou meu coração
Mas que deixou a angústia
Pela Estação Desassossego
A que eu nunca mais saí
Por pedir Amparo.
Por onde anda Amparo
O maldito que roubou meu coração
Na Estação Desejo
Por onde passa a condução Aperto
Com parada na Avenida Saudade
A que me lembra Amparo
O maldito que roubou meu coração
Mas que deixou a angústia
Pela Estação Desassossego
A que eu nunca mais saí
Por pedir Amparo.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Morada
Devastou o que restou deste inverno
Fez do meu conforto tua morada
De pura melancolia minh'alma
Feriu a facadas meu peito
Para na primavera
Resumir-se em
Saudade.
Fez do meu conforto tua morada
De pura melancolia minh'alma
Feriu a facadas meu peito
Para na primavera
Resumir-se em
Saudade.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Saara
Este teu ser
Que me seca a garganta
Que me fere os sentidos
Que atiça meus instintos
Que converte o pacífico em conflito
Para eu sentir teu ardor
No deserto do meu lírico.
Que me seca a garganta
Que me fere os sentidos
Que atiça meus instintos
Que converte o pacífico em conflito
Para eu sentir teu ardor
No deserto do meu lírico.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Ponto final
És assim:
Um ponto e vírgula mal colocado
Ao fim de uma oração inacabada
E um travessão sem diálogo
De uma vida resumida
Em três pontos.
Um ponto e vírgula mal colocado
Ao fim de uma oração inacabada
E um travessão sem diálogo
De uma vida resumida
Em três pontos.
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