quinta-feira, 18 de junho de 2015

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Relato de um resfriado

Tão forte quanto
O bibelô de Ibiza
Que enfeita meu criado.

Tão ereto quanto
O galho seco envergado
Por conta de uma brisa.

Tão enérgico quanto
A tartaruga de casco gasto
Que corre pela muda de alecrim.

Tão desperto quanto
O gato devasto
Esparramado no jardim.

domingo, 14 de junho de 2015

A borboleta

Presto bem a atenção
No semáforo verde
E atravesso entre
Os carros
Ouvindo Beatles,
Quando a borboleta
Aparece na janela
Do quinto andar
Na mesma hora que a folha
Cai da árvore
No quarteirão debaixo,
E perdão por não ter
Escutado você me chamar,
Mas eu estava ocupada
Lembrando do que comi
No jantar.
Aprecie mais as borboletas.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Vire à esquerda

É difícil não saber
Qual é o caminho certo
Ao menos uma vez,
Ou duas,
Pelo menos três,
Para eu saber a hora
Em que devo virar
Ou permanecer
Na próxima quadra
Que indica que devo ir
Ao menos uma vez.
Fui.