Ah, Judith!
Teu aroma é melhor
Que essa chuva de verão
E o calor dessa Ribeirão,
Mas quem sabe eu te esqueça
Em uma tempestade
Com aromas
De outra estação.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Valsa 23
Nem mesmo os corações despedaçados, o choro bem alto, as páginas rasgadas, o céu nublado e todas as vidas inacabadas que se perderam pelo vento, narram a falta que você me faz desde o último dia 23. De fato nem mesmo os tênis enrolados nos fios de eletricidade, os encontros desmarcados, os encontros mal sucedidos e todos os romances que acabaram em melancolia, retratam a não felicidade em sentir o sol me cegando pela manhã desde o último dia 23. Mas nem mesmo o choro bem alto que se perdeu pelo vento, as páginas rasgadas das vidas inacabadas, os encontros desmarcados por corações despedaçados, versificam a melancolia que me convidou para uma valsa desde o último dia 23.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Brás Cubas
Despeço-me em versos
Por temor em enfrentar seu olhar,
O mesmo que me mantém submerso
Mas que agora vou abandonar.
Soltei-me de sua alma
Na esperança de me encontrar,
Não encontrei nem mesmo a calma
Quem diria o meu lugar.
Afoguei-me na memória
Do que um dia eu sempre quis,
Virei a página dessa história
Fui ler Machado de Assis.
Por temor em enfrentar seu olhar,
O mesmo que me mantém submerso
Mas que agora vou abandonar.
Soltei-me de sua alma
Na esperança de me encontrar,
Não encontrei nem mesmo a calma
Quem diria o meu lugar.
Afoguei-me na memória
Do que um dia eu sempre quis,
Virei a página dessa história
Fui ler Machado de Assis.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Nó
Nó que não desata
Que aperta essa mágoa
Fazendo-me de sucata.
Nó que segura meu pranto
Que me sufoca,
Que desafina o meu canto.
Nó que me aperta entre os dedos
Dobrando-me sem piedade,
Jurando-me fragilidade.
Nó de metal
Que agora no ato
Tornou-se letal.
Que aperta essa mágoa
Fazendo-me de sucata.
Nó que segura meu pranto
Que me sufoca,
Que desafina o meu canto.
Nó que me aperta entre os dedos
Dobrando-me sem piedade,
Jurando-me fragilidade.
Nó de metal
Que agora no ato
Tornou-se letal.
Assinar:
Postagens (Atom)