Tu és o penhasco híbrido e angustiante
Que despenquei em queda livre;
Não abri o paraquedas para vivenciar
E apreciar cada instante - mesmo que em borro -
Os papéis que encenamos magistralmente,
Mas que nunca protagonizei deveras.
O que me corrói além do vento,
Que corta e me desfia o cenho,
É notar que o baque maior não aconteceu
Quando me espatifei ao chão.
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