quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Maria Cuervo

Provei sossegar minh'alma aflita
Tomando chá de camomila
Logo eu assim tão sóbria e severa
Acalentei-me em doses de tequila.

Não há motivos para esta embriaguez
Só estou exausta de especulações
Enquanto o mundo gira na insensatez
Vou me livrando das opressões.

Floresci para ser o que eu quiser
Mas para ti sou rude meretriz
Se transei, se fumei ou se bebi 
Lembre-se: foi porque eu quis.

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