Onde não é chamado, nem requisitado
Visto-me de alegria todas as manhãs
Com requintes de crueldade para não me recordar
Do quanto foi cruel de sua parte
Levar embora o meu chapéu, o meu mel,
Mas não se atreva em ficar nessa sala,
Nesse ardor, nesse vasto calor
Que agora me obriga a dizer
A tamanha saudade que reina
Nessa vala, nessa ala
Na qual me visto todas as manhãs
Para não me recordar, rapaz,
De sua vasta crueldade em levar embora
O meu chapéu, o meu mel, parte do meu cordel.
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