terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Brainstorm
Andei sem olhar para trás, não que eu me arrependa, mas deixei de viver amores, de viver momentos ou de ter vivido em outra galáxia. Acordei sem ter sonhado, queria ao menos me encontrar em devaneios, pesadelos ou em paraísos sem volta. Viajei em palavras distintas, me perdi por quilômetros de poesias e te encontrei em contos de uma página perdida em uma noite de outono. Encontrei-me em furacões de sentimentos que me derrubam a cada afeto, a cada devaneio sem volta e a cada palavra que me corrói por dentro, não que eu me arrependa, mas esqueci de andar sem olhar para trás.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Achado
De onde você veio?
Em qual estação desembarcou?
Mas me diga de onde você veio
Para que eu possa te encontrar
Quando chegar outro verão
Mesmo que seja em outra plataforma,
Outra galáxia
Ou até mesmo
Em outra paixão.
Em qual estação desembarcou?
Mas me diga de onde você veio
Para que eu possa te encontrar
Quando chegar outro verão
Mesmo que seja em outra plataforma,
Outra galáxia
Ou até mesmo
Em outra paixão.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Embriaguez
Pedi ao tempo que chegasse sem pressa,
Que passasse com demora,
Mas que te deixasse ir embora
Para cumprir sua promessa.
Não diga que agora eu errei,
Mas quem sabe você esteja certo
O tempo não me disse que era correto
Soltar as mãos de quem um dia eu amei.
Só lhe digo uma verdade:
Ontem abri minha algema
Que agora neste poema
Disserto sobre a minha liberdade.
Volte mais uma só vez
Para pegar a sua chave
Antes que isso se torne mais grave
E experimente desta embriaguez.
Que passasse com demora,
Mas que te deixasse ir embora
Para cumprir sua promessa.
Não diga que agora eu errei,
Mas quem sabe você esteja certo
O tempo não me disse que era correto
Soltar as mãos de quem um dia eu amei.
Só lhe digo uma verdade:
Ontem abri minha algema
Que agora neste poema
Disserto sobre a minha liberdade.
Volte mais uma só vez
Para pegar a sua chave
Antes que isso se torne mais grave
E experimente desta embriaguez.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Convencer
Vou me acampar
Nestes seus olhos
De brisa calma
De vida serena
Para me convencer
De que é o meu lugar
E que jamais
(em hipótese alguma)
Eu procure cravar
Esta minha alma vazia
Em outros olhos
Que não sejam esses
De brisa calma
De vida serena
Onde é o meu lugar.
Nestes seus olhos
De brisa calma
De vida serena
Para me convencer
De que é o meu lugar
E que jamais
(em hipótese alguma)
Eu procure cravar
Esta minha alma vazia
Em outros olhos
Que não sejam esses
De brisa calma
De vida serena
Onde é o meu lugar.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Texto do leitor [1]
O texto de hoje vem de uma leitora, a lindíssima Brenda Calado.
Confesso que adoro o que ela escreve, mesmo sendo uma teimosa em achar que não escreve bem.
Obrigada por autorizar a postagem, e ó, escreva mais vezes. ♥
Ele queria escrever um texto bonito sobre os olhos castanhos de Carolina. Falaria sobre como eles o encantavam e o faziam suspirar ao ponto perder a razão, sobre todo o mistério que eles abrangem e todos os segredos que eles revelam, sobre como desfaziam toda a confusão em sua cabeça e, ao mesmo tempo, o confundiam. Carolina não sabia o efeito que os seus olhos tinham sobre o rapaz — e ele, talvez, também não. Enquanto o rapaz tentava estupidamente fazer algo digno de admiração, a moça dos olhos castanhos dormia. Tão serena quanto o seu olhar, tão admirável quanto o texto que o moço tentava escrever. Fez algumas comparações infantis, metáforas sem sentido e suposições impossíveis. Pensou nas coisas mais bonitas do universo, mas só uma imagem voltava à sua mente. Concluiu que nunca conseguiria fazer um texto com a beleza que tentava, pois essa já existia em outro lugar: nos olhos castanhos de Carolina.
domingo, 15 de dezembro de 2013
Sobre viver
Sobre viver
Com a sua ida.
Sobreviver
Em contrapartida.
Sobre viver
Em tal melancolia.
Sobreviver
Enquanto você ria.
Sobre viver
Por entrelinhas.
Sobreviver
Em ventoinhas.
Com a sua ida.
Sobreviver
Em contrapartida.
Sobre viver
Em tal melancolia.
Sobreviver
Enquanto você ria.
Sobre viver
Por entrelinhas.
Sobreviver
Em ventoinhas.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Moça Dora
Dora era assim: moça ajeitada
Bonita, simpática e bem humorada.
Vivia encubada em sua própria mente
Bela Dora, moça eloquente.
Dora era assim: um pouco de tudo
Mas quem diria que ganharia o mundo.
Diria que agora você a adora
Mas quem não adora a moça Dora?
Dora era assim: moça adorada
E quem não queria ser, camarada.
Preferia o ego à emoção
Moça Dora, por onde anda o seu coração?
Dora era assim: não era ela mesma
Todos esperavam essa tal surpresa.
Por onde anda Dora e toda sua sorte?
Não falo, não digo: que nos responda a morte.
Bonita, simpática e bem humorada.
Vivia encubada em sua própria mente
Bela Dora, moça eloquente.
Dora era assim: um pouco de tudo
Mas quem diria que ganharia o mundo.
Diria que agora você a adora
Mas quem não adora a moça Dora?
Dora era assim: moça adorada
E quem não queria ser, camarada.
Preferia o ego à emoção
Moça Dora, por onde anda o seu coração?
Dora era assim: não era ela mesma
Todos esperavam essa tal surpresa.
Por onde anda Dora e toda sua sorte?
Não falo, não digo: que nos responda a morte.
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